Massacre de Munique – Jogos Olímpicos de 1972

Massacre de Munique - 1972Dia 5 de Setembro de 1972, decorriam os Jogos Olímpicos de Verão na cidade de Munique, na então RFA (República Federal Alemã, também conhecida como Alemanha Ocidental). Até então os Jogos Olímpicos de 1972 decorriam com normalidade, e milhões de pessoas seguiam os jogos com grande interesse. Porém, nesse fatídico dia, 8 terroristas palestinianos do grupo Setembro Negro invadiram a Vila Olímpica com o objetivo de chegar ao lugar onde estavam hospedados os elementos da delegação de Israel. Os graves acontecimentos que se seguiram ficaram conhecidos como o Massacre de Munique ou a Tragédia de Munique.

Pouco depois das 4:00 da madrugada desse dia, 8 terroristas vestidos como se fossem atletas, entraram sem grandes dificuldades na Vila Olímpica. Carregavam com eles várias armas, incluíndo granadas.

Os terroristas entraram no local onde estavam os atletas israelitas. Na sequência dessa invasão, dois atletas são mortos, e outros 9 ficaram como reféns.

Os terroristas apresentam uma lista com 234 nomes de palestinianos que estavam presos em Israel, e exigiram a sua libertação até às 9:00 da manhã daquele mesmo dia. Caso a exigência não fosse atendida, os terroristas ameaçavam executar reféns. Entretanto, através de negociação, os terroristas aceitaram prolongar o prazo.

As negociações prolongaram-se durante a tarde, até que pelas 17:10 a situação sofre uma reviravolta: os raptores exigem um avião para levar os elementos do grupo terrorista e os reféns até ao Cairo, no Egipto. A polícia disse concordar com as exigências e facultou dois helicópteros que levariam os terroristas e os reféns até a um aeroporto militar que ficava a cerca de 25 km de Munique.

Nesse aeroporto estava um avião que (supostamente) seria disponibilizado para a viagem até ao Cairo. Porém, a intenção da polícia era fazer uma emboscada, pois no aeroporto já estavam 5 franco-atiradores à espera da chega dos helicópteros, 2 junto à pista do aeroporto e 3 na torre de controlo. Para além disso, dentro do avião estavam polícias disfarçados de elementos da tripulação, à espera da chegada dos terroristas. O plano era esperar pelo momento em que os terroristas entrassem no avião para aí abrir fogo e matá-los, os outros terroristas seriam mortos pelos franco-atiradores que estavam fora em pontos estratégicos.

Pelas 22:30, os 2 helicópteros com os terroristas e com os reféns chegaram finalmente, e aí iniciava-se uma operação mal preparada e executada por agentes que não tinham a devida preparação. Para além disso, a polícia tinha preparado a operação partindo do princípio errado que os terroristas seriam 5. Na realidade eles eram 8.

Entretanto, 2 dos terroristas entraram para o avião para o revistar. Neste ponto as coisas começaram a correr mal, pois os polícias que supostamente deveriam de estar dentro do avião disfarçados de tripulação quando os terroristas entrassem, tinham abortado o plano e saído do avião por terem considerado que aquela operação era muito perigosa.

Quando viram o avião vazio, os 2 terroristas terão suspeitado da emboscada. Ao saírem foram surpreeendidos por um dos atiradores que disparou sobre eles, porém este conseguiu apenas atingir a coxa de um dos terroristas. A partir daí começou um forte tiroteio entre os polícias e os terroristas que durou cerca de 30 minutos. Dentro dos helicópteros, estavam 9 reféns amarrados sem poderem reagir.

Os franco-atiradores na realidade não eram especializados nessa área, mas eram simples agentes de polícia. As armas que estavam a utilizar também não seriam as mais indicadas. Esses fatores contribuíram e muito para o fracasso desse plano.

Para além disso, os 2 atiradores que estavam junto à pista não puderam participar no tiroteio devido à suas posições os colocarem em risco, pois poderiam ser atingidos pelos tiros dos outros 3 atiradores que estavam na torre de controlo do aeroporto. Nessa altura os 3 atiradores da torre de controlo estavam envolvidos num tiroteio contra os 8 terroristas.

Apesar da desvantagem numérica, pelas 23:00 os atiradores tinham abatido 2 terroristas. Aí eles pararam de atirar e aguardaram por reforços. Pouco depois da meia-noite, 4 carros blindados entraram na pista do aeroporto. Os terroristas reagem e um deles atira contra 4 reféns e lança uma granada de mão para dentro de um dos helicóptero. Deu-se então a explosão do helicóptero matando os 4 reféns. No outro helicóptero, um dos terroristas atirou nos outros 5 reféns, matando-os.

Pelas 00:30 acabou o tiroteio com um triste balanço de 15 mortos: 9 atletas israelitas, 1 oficial alemão e 5 terroristas. Para além disso, 2 atletas já tinham sido assassinados no início do ataque dos terroristas do Setembro Negro. Este foi o resultado do triste ataque terroristas que ficou na História conhecido como o Massacre de Munique, que marcou também os Jogos Olímpicos de 1972.

Nesse tiroteio sobreviveram 3 terroristas que foram presos. Esses 3 terroristas não chegaram a ser julgados, pois a 29 de Outubro de 1972, um avião da Lufthansa foi capturado por terroristas que exigiram a libertação dos 3 elementos do Setembro Negro. Na sequência disso, os 3 terroristas foram libertados.

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