História do átomo e os modelos atómicos

ÁtomoA ideia de que a matéria é composta por minúsculas unidades que não podem ser divididas em unidades menores, já é muito antiga. Por exemplo, podemos encontrar referências a esse conceito na Grécia antiga. A palavra “átomo” significa “sem partes” em grego. Porém, só séculos mais tarde, é que a existência dos átomos foi realmente demonstrada. Apesar disso, aquilo que hoje chamamos de átomo não é na realidade a menor unidade que existe, pois o próprio átomo é constituído por vários elementos menores. De forma simples podemos definir o átomo como uma unidade básica de matéria que possui um núcleo central de carga elétrica positiva, envolto por uma nuvem de eletrões (que possuem carga negativa).

Vamos então fazer uma viagem pela interessante história do átomo. Se recuarmos ao sec. V a.C. vamos encontrar referência ao átomo nos filósofos gregos Leucipo e Demócrito. Outros pensadores antigos também defenderam essa ideia. Apesar de na antiguidade terem surgido alguns defensores da existência do átomo, a verdade é que durante muitos séculos prevaleceu a ideia de que a matéria era contínua, e como tal os átomos não existiam.

Uma referência importante à cerca da existência dos átomos e das moléculas surgiu em 1661 através do trabalho do químico irlandês Robert Boyle. Porém, a primeira teoria atómica moderna surgiu com o químico inglês John Dalton.

Modelo atómico de Dalton

Modelo Atómico de DaltonO modelo atómico de Dalton também é conhecido por modelo bola de bilhar, foi desenvolvido por John Dalton (1766 – 1844), tendo surgido no início do séc. XIX. O modelo atómico de Dalton consiste em apresentar o átomo como uma minúscula esfera maciça, indivisível, homogénea e indestrutível. Para Dalton, a diversidade das substâncias conhecidas era explicada pelas diversas combinações dos átomos. Este químico defendia ainda que átomos de diferentes elementos possuem propriedades diferentes, enquanto que átomos do mesmo elemento possuem propriedades idênticas.

Modelo atómico de Thomson

Modelo Atómico de ThomsonO modelo atómico de Thomson também é conhecido por modelo do pudim de passas. Este modelo foi desenvolvido pelo britânico Joseph John Thomson (1840 – 1956), que em 1897 descobriu o eletrão. Nessa época ainda não tinham sido descobertos os protões e os neutrões. O modelo atómico de Thomson basicamente defendia a existência de eletrões (com carga negativa) incrustados e embebidos numa grande partícula de carga positiva, formando assim o átomo.

Modelo atómico de Rutherford

Modelo Atómico de RutherfordO modelo atómico de Rutherford também é conhecido como modelo planetário do átomo. Foi desenvolvido pelo neozelandês Ernest Rutherford (1871 – 1937). Este modelo apresenta o átomo como tendo um núcleo de carga elétrica positiva, à volta do qual orbitavam os eletrões. À volta do núcleo existiria assim uma região vazia. Rutherford descobriu que o núcleo é uma parte muito pequena do átomo, mas que apesar disso o núcleo conteria quase toda a massa do átomo.

Modelo atómico de Bohr

Modelo Atómico de BohrO modelo atómico de Bohr foi desenvolvido pelo físico dinamarquês Niels Bohr (1885 – 1962). Pegando no trabalho de Rutherford, o físico dinamarquês tentou resolver uma dificuldade que o modelo de Rutherford apresentava, pois um eletrão (de carga negativa) a orbitar um núcleo (de carga positiva), acabaria por perder energia e entrar numa espiral acabando por embater no núcleo. Niels Bohr apresentou o seu modelo que defendia que os eletrões tinham órbitas específicas ao redor do núcleo, com níveis de energia bem definidos. Sempre que um eletrão mudava de órbita, ocorria uma emissão ou absorção de um pacote de energia chamada de quanta.

Modelo atómico da Nuvem Eletrónica

Modelo Atómico da Nuvem EletrónicaO modelo atómico da nuvem eletrónica é o modelo que é aceite atualmente. Este modelo apresenta o átomo com um núcleo onde estão os protões e neutrões, e à sua volta estão os eletrões. Porém, os eletrões não apresentam órbitas definidas, sendo representados como uma espécie de “nuvem” em volta do núcleo. Essa nuvem representa a probabilidade da posição do eletrão num dado momento. Com este modelo os eletrões deixaram de ter órbitas bem definidas e passaram a estar em regiões de probabilidade eletrónica.

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